Monday, February 12, 2007

Atleticanos e cruzeirenses unidos por um pedido: a volta da cerveja no Mineirão

Desde 21 de janeiro de 2007, o Mineirão perdeu um dos maiores atrativos em benefício do torcedor: a cerveja. A ADEMG (Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais) acatou um pedido do Ministério Público do Estado de vetar a venda de bebidas alcoólicas no famoso estádio.
Em reunião com o Ministério Público, a Polícia Militar do Estado usou de dados que comprovavam a cerveja como uma das principais causas de sérios transtornos para a segurança dos jogos de futebol.
Desde a derrota do Galo para o Villa Nova no dia 21 do mês passado, quatro jogos foram realizados no estádio sem a presença da bebida. Além disso, nenhum ambulante pode mais comercializar no raio de 300 metros do estádio.
A decisão deu o que falar. Torcedores do Atlético e Cruzeiro pediam unidos no clássico do último sábado nas arquibancadas a volta da bebida, que sempre foi tradicional nos bares do estádio, totalizando mais de 90% do faturamento para os comerciantes.
É fato que a cerveja deixa pessoas mais exaltadas, encorajadas e até mais “fortes” para eventuais brigas. Mas não pode jogar toda a culpa de tumultos, brigas, agressões e discussões para a bebida. Pessoas que vão ao campo com o intuito de causar transtorno não precisam do aditivo da bebida alcoólica para transformar o espetáculo em um palco de guerra. Isso também ficou claro no clássico mineiro. Integrantes de torcidas organizadas se agrediam verbalmente no hall de entrada do estádio desde 13 horas até o início do jogo - 16 horas - e só paravam quando eram contidos pela PM.
O problema não pára só em Minas Gerais. Nos estádios mexicanos, a comercialização só pode ser feita até os 25 do segundo tempo, e o torcedor não pode transitar nas arquibancadas com copos de cerveja. A medida é boa e serve para que não haja arremessos de copos cheios da bebida em outros torcedores, além de abaixar o “fogo” daqueles mais exaltados. Já na Inglaterra e alguns estádios da Europa, torcedores são instruídos a entrarem no estádio o mais rápido possível, para garantir a segurança do local e ajudar a polícia ou segurança que trabalha nas imediações.
A medida deverá ser testada por mais tempo para ver se é eficaz ou não. Mas a verdade é que no Brasil não há punição. Enquanto marginais e baderneiros arrumarem confusão nos estádios sabendo que a impunidade reina, o verdadeiro torcedor ficará longe de sua companheira, a cervejinha!

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